segunda-feira, 26 de maio de 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

happy work! #2

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Austerlitz















Saindo do forno!
New!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Abril

quinta-feira, 27 de março de 2008

É PRECISO RECONQUISTAR O TEMPO



Queria deixar aqui minha homenagem ao Sergio de Souza. Foi meu primeiro "patrão"(coisa que ele nunca foi) na revista Canja semanal de música em 1980/81. Eu era assistente do assistente de arte. Não ganhava nada e as vezes ainda pagava gasolina pra gente fechar o jornal lá em guarulhos. Só de vê-lo em ação aprendi duas coisas fundamentais que me acompanhariam para toda a vida: Honestidade e integridade
Uma pessoa doce e ao mesmo tempo, de uma firmeza ideológica e integridade impressionantes.
Fazia muito tempo que não o via, mas o reconheço em seus filhos, em especial o Marcelo que é meu grande amigo. Valeu Serjão. Abraço grandão Marcelo.

Em sua edição especial de novembro de 2007, A Revista Caros Amigos publicou uma entrevista sensacional com Olgária Matos, filósofa e doutora por várias universidades. A abordagem que ela faz do Tempo na nossa sociedade é primorosa. Quem puder acesse o site http://carosamigos.terra.com.br/ para tentar adquirir um exemplar, ou entre em contato conosco para conseguir um xerox da matéria.

segunda-feira, 24 de março de 2008

happy work!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Rembrandt - 1631

Vale a pena ver Rembrandt em qualquer lugar,
por qualquer motivo.
Bem de perto é um assombro,
uma viagem!

É proibido viajar

As vezes falta no nosso dia-a-dia um olhar assombrado, fora do contexto pragmático em que vivemos...

Texto publicado em 12/3/2008 na Folha de SP por Contardo Caligaris

A modernidade, que começou com a livre circulação, acaba proibindo a viagem

NO EPISÓDIO dos jovens pesquisadores brasileiros barrados em Madri, as autoridades espanholas agiram como se o cônsul-geral do Brasil contasse lorotas para facilitar o trânsito de imigrantes ilegais. O desrespeito justifica a "retaliação" brasileira.
No mais, a cada dia, as fronteiras do mundo (não só do primeiro) barram alguém que tenta viajar, sobretudo se for jovem, solteiro e sem as aparências de uma "vida feita".
Ao atravessar uma fronteira, o passaporte prova que estamos em paz com a Justiça de nosso país. As outras nações devem decidir se somos hóspedes desejáveis. Nas últimas décadas, as "condições" para ser desejável se multiplicaram. Hoje, no caso da Espanha: 1) 70 por dia de permanência planejada; 2) passagem de volta marcada; 3) reserva de hotel, já pago; 4) para quem se hospedar com parentes, formulário preenchido pelos mesmos; 5) quem se desloca para trabalhar deve dispor de um contrato assinado. Normas muito parecidas valem na maioria dos países.
O escândalo é que essas condições podem nos parecer "aceitáveis". Afinal, qualquer Estado quer proteger o emprego de seus cidadãos impedindo a chegada de imigrantes não-autorizados, não é? Pois é, Michel Foucault é mesmo o pensador para os nossos tempos: o sistema social e produtivo dominante ordena nossas vidas furtivamente, convencendo-nos de que não há opressão, mas apenas necessidades "racionais". Se achamos essas regras "aceitáveis", é porque já adotamos a idéia de que, no nosso mundo, só é legítimo ter moradia fixa e profissão estável.
As pessoas com moradia fixa podem, quando elas dispõem dos meios necessários, adquirir uma passagem de ida e volta e sair de seu lar seguindo um programa pré-estabelecido -ou seja, podem ser, ocasionalmente, turistas.
Escárnio: prefere-se que os turistas sejam otários, pagando de antemão. Há uma pousada melhor da que estava prevista? Você quer encurtar a viagem? Pena, você já pagou. Mas isso é o de menos. Importa o seguinte. A modernidade, que começou com a circulação (livre ou forçada) de todos os agentes econômicos, acaba parindo, nem mais nem menos, a proibição da viagem. Como assim? Pois é, viajar não tem nada a ver com férias num resort ou com ser transportado de cidade em cidade para que os cicerones nos mostrem as coisas "memoráveis".
Para começar, viajar é usar uma passagem só de ida.
- Quanto tempo você vai ficar?
- Não faço a menor idéia. Um dia? Três meses? Um ano?
- E você vai para onde?
- Não sei. Talvez eu curta uma pequena enseada, alugue um quarto numa casa de pescadores e fique comendo caranguejos com os pés na areia. Talvez, já no avião ou pelas ruas de Barcelona, eu me apaixone por uma holandesa, um russo ou uma argelina e os siga até o país deles, por uma semana ou um mês.
Se a paixão durar, ficarei por lá.
- E o dinheiro?
- Não sei, meu amigo. Toco violão, posso ganhar um trocado numa esquina ou no metrô. Também posso lavar pratos, ajudar na colheita, cortar lenha, lavar carros e vender pulôveres. E, se a coisa apertar, tenho endereços de parentes e conhecidos que nem sabem que estou viajando, mas não me recusarão uma sopa e um banho quente. Além disso, em Paris, quando fecha o mercado da rua Saint Antoine, sobram na calçada as frutas e as saladas que não foram vendidas; em São Paulo, Londres e Nova York, conheço dezenas de igrejas que oferecem um pão com manteiga; em Varanasi, ao meio dia, distribuem riso com curry e carne aos peregrinos.
Cem anos depois da invenção do passaporte com fotografia, chegamos nisto: uma ordem que só permite se movimentar para consumir férias ou para se relocar segundo os imperativos da produção.
As regras que barram o viajante expressam nossa própria miséria coletiva: perdemos de vez o sentimento de que a vida é uma aventura. Preferimos a vida feita à vida para fazer.
Para quem quiser ler sobre a história da documentação de viagem, uma sugestão: "Invention of the Passport: Surveillance, Citizenship and the State" (invenção do passaporte: vigilância, cidadania e o Estado), de Torpey, Chanuk e Arup (Cambridge University Press).
Para quem quiser viajar, outra sugestão: a mentira, num mundo opressivo, é uma forma aceitável de resistência.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Março

Produzimos no ano passado agenda e calendário do ano de 2008 para o SESC-SP. Há uma ilustração para cada mês.
SESC-SP calendar, March 2008.

quarta-feira, 5 de março de 2008

No forno


Estamos preparando o novo livro de Thomaz Farkas sobre o estádio do Pacaembu. Muitas imagens são inéditas e testemunham a construção do estádio, seus primeiros jogos e eventos nos anos 40.
Wait and see: new Thomaz Farkas' book about the Pacaembu Stadium - São Paulo.

terça-feira, 4 de março de 2008

segunda-feira, 3 de março de 2008

Buda


Quem começa a ler logo se acostuma em folhear o livro de trás para frente e se apaixona pelo Buda de Osamu Tesuka. Tão emocionante quanto viciante.
Osamu Tesuka's Buda: captivating!

Disco novo no estúdio


Dizem que foi o Vinicius que desencaminhou Baden Powell de uma carreira como concertista famoso na Europa... Este é um registro das mais belas parcerias entre o poetinha e Baden, gravadas poucos meses antes da morte do violonista, em 2000.
Listen.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Helvetica


"Quando vai (e volta) de metrô para seu trabalho na Plexifilm, uma produtorade cinema e selo independente de DVDs com sede no Brooklyn [em Nova York], Gary Hustwit vê a mesma coisa por toda parte: a fonte Helvetica. O metrô, diz, "está coberto de Helvetica. Eu quis entender o porquê disso". Para ler a entrevista original em inglês aqui. Dica do Ricardo Dias.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Segall Realista





As imagens acima são a capa e as páginas iniciais do catálogo da exposição Segall Realista. Desde 1999, a Máquina Estúdio cuida da identidade visual do Museu Lasar Segall e no começo do ano produzimos não só o material gráfico, mas também a comunicação visual da mostra –– em cartaz na Galeria de Arte do SESI. A exposição marca o cinquentenário de falecimento do artista e celebra os 40 anos de existência do museu. Só até o dia 16 de março. Entrada livre!